Sergipe comemora o centenário de nascimento do ex-governador José Rollemberg Leite
José Rollemberg Leite nasceu a 19 de setembro de 1912, em Riachuelo,
Sergipe. Seus pais: Sílvio César Leite e Lourença Rollemberg Leite.
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José Rollemberg Leite nasceu a 19 de setembro de 1912, em Riachuelo,
Sergipe. Seus pais: Sílvio César Leite e Lourença Rollemberg Leite. Tem doze
irmãos: seis do primeiro consórcio de seu pai, e seis do segundo. Sua infância
foi vivida em Riachuelo até os dez anos e, depois, em Aracaju.
O sr. Sílvio César Leite era médico e passou sua vida,
exercendo a Medicina em Riachuelo. Era o irmão mais velho do Dr. Augusto Leite
e, por vezes, os dois juntavam seus conhecimentos no modesto hospital de
Riachuelo, numa sala de operação de poucos recursos. De seu pai, José
Rollemberg assimilou bem a simplicidade, o amor à família e o espírito de ter
uma grande preocupação para não ser prejudicial a quem quer que fosse.
O menino José Rollemberg tinha gosto das coisas da fazenda e ajudava
seu pai na administração. A fazenda era situada numa região de muito movimento
por causa da Usina Central. Nossa propriedade era exatamente vizinha e os
proprietários da Central eram meus tios. Naquela época, era a principal usina
de Sergipe.
Logo foi para os bancos escolares. A fazenda ficou para os fins de
semana e os períodos de férias. O primário foi iniciado em Riachuelo. Depois
passou a freqüentar o Colégio Salesiano em Aracaju, e daí foi estudar fora do
Estado. Terminei o primário em Salvador, num colégio de jesuítas, o Antônio
Vieira, onde fiz todo o curso secundário.
Do primeiro tempo de escola, alguns professores deixaram marcas na
vida de José Rollemberg. Quando estudava aqui em Aracaju, no Salesiano, o padre
Selva. Posteriormente, foi o bispo em Mato Grosso. Era um italiano que fez uma
grande reforma no Colégio Salesiano. Por ter estudado com padres jesuítas, teve
o privilégio de receber uma educação com muito rigor e conhecimentos. Tive
magníficos professores e dou graças a Deus por ter sido educado no Colégio
Antônio Vieira.
Na época, havia poucos colégios em Aracaju, e muitas famílias mandavam
seus filhos estudarem em Salvador. O Colégio Antônio Vieira tinha uma
quantidade grande e o Colégio Maristas outra quantidade. José Rollemberg lembra
os nomes de colegas de estudos do seu tempo em Salvador.
Augusto Franco e seus irmãos. Os Francos da Usina Central, Sílvio
Franco, Antônio Franco. Da minha família eu, Gonçalo e Leite Neto. Havia
outros, mas já desapareceram. Lourival Baptista foi, também, meu contemporâneo
no Antônio Vieira.
Estudando fora, longe de casa, quando a saudade apertava, não esquecia
de escrever cartas. Infelizmente, perdi minha mãe logo cedo. Eu só tinha oito
anos quando ela faleceu. Mas eu tinha uma convivência muito grande com meu pai
e meus avós maternos. Eu considerava minha avó materna como uma segunda mãe,
pois ela era dedicadíssima e era uma pessoa excepcional. Tive uma boa
convivência com a segunda família que o meu pai constituiu. Com a minha
madrasta, com o tempo, tivemos uma convivência muito boa, tendo ela falecido há
pouco tempo. Eu me correspondia muito com o meu pai através de cartas.
No ano de 1929, trocou a cidade de Salvador por Ouro Preto, Minas
Gerais. Fez o curso superior em seis anos e, no ano de 1935, saiu como
engenheiro de minas e civil. Em Ouro Preto, foi contemporâneo de Fernando
Porto. Ele se formou dois anos antes de mim. Fomos companheiros de casa,
morávamos juntos.
O avô materno de José Rollemberg, Gonçalo de Faro Rollemberg, foi
chefe político em Sergipe. A política só se manifestou no tempo de faculdade,
quando José fez política estudantil.
Comecei a me interessar por coisas políticas, participando do
diretório acadêmico, quando cheguei a ser presidente. Isso entre 1932 e 1934.
Não havia, propriamente, luta política. Naquela época, era uma luta mais
estudantil, interna, envolvendo a vida da escola.
Quando se formou, retornou a Sergipe disposto a enfrentar o seu
primeiro emprego de engenheiro.
Encontrei meus irmãos Leite Neto e Gonçalo numa luta política interna,
fazendo oposição ao governo. Meu pai achou prudente que eu não ficasse aqui e
fosse para o Sul. Fui trabalhar a convite de um colega em Ouro Preto na
implantação da indústria de alumínio. Passei lá um ano e poucos meses. Foi um
tempo muito significativo em minha vida. Foi muito proveitoso para mim,
profissionalmente, e não sei se não foi um erro ter voltado tão cedo para casa.
Atraído pela família, deixou Minas e foi trabalhar na indústria de
óleos vegetais do tio Antônio Franco. Em pouco tempo, ingressou no magistério
sergipano e na construção civil. Naquele tempo, havia, após o curso ginasial,
os cursos complementares. Havia os cursos de Engenharia, Direito e Medicina.
Fui convidado para lecionar Física no curso de Engenharia.
Gostou de ensinar. Era um professor contratado pelo Estado. Quando
surgiu a primeira oportunidade de um concurso para ser professor catedrático,
inscreveu-se. Foi aberto o concurso para a cadeira de Ciências Físicas e
Naturais do Atheneu. Fiz e passei. Na ocasião, estabeleceu-se uma polêmica
muito grande, se o governador me nomeava ou não. A não ser a prova escrita e a
prova de laboratório, as demais eram públicas. Prova de defesa de tese, aula
prática e prova oral. Havia um fluxo grande de pessoas que iam assistir,
inclusive, o governador de Sergipe, Eronildes de Carvalho, o qual, como
opositor da minha família, não podia perder e se fez presente. Fez uma
guerrinha de nervos, mas, dentro do prazo, fez a nomeação. O governador era tão
radical que demitiu meus irmãos no dia em que eu cheguei formado em Aracaju. O
meu irmão Gonçalo era procurador da prefeitura, e Leite Neto era o diretor da
penitenciária.
Depois de conseguir a vaga de professor catedrático do Atheneu,
entusiasmado com o magistério, José Rollemberg Leite foi ensinar em todos os
colégios que existiam na cidade. Naquele tempo tinha o Colégio Nossa Senhora de
Lourdes, o Colégio Salesiano, o Tobias Barreto e o Atheneu. Eu lecionava nos
quatro.
Sempre foi um professor querido dos seus alunos. Sempre levei a sério.
Nunca faltava aula e me dedicava aos alunos. Com a chegada do ensino superior
em Sergipe, com as escolas isoladas, José Rollemberg estava em sala de aula
dando sua contribuição, continuando o magistério, exercido como sacerdócio na
Universidade Federal de Sergipe.
No magistério sergipano, José Rollemberg Leite ensinou a várias
gerações. Muitos foram seus alunos. De vez em quando, recebia uma carinhosa
saudação. Ex-alunos que cumprimentam o mestre, agradecidos pelo saber recebido.
Um gesto de admiração, que parece consistir em uma mistura de surpresa, de
prazer e de aplauso, como disse Charles Darwin.
Foi professor de Matemática e Física nos colégios Salesiano, Tobias
Barreto e Nossa Senhora de Lourdes em 1937/1941. Professor de Ciências, Física
e Matemática do Colégio Estadual de Sergipe. De Matemática e de Administração
Escolar da Faculdade de Ciências de Filosofia. Professor de Física Industrial
de Administração de Obras da Escola de Serviço Social de Sergipe. Professor de
Estatística Geral do Instituto de Matemática da Universidade Federal de
Sergipe. Professor de Estrutura e Funcionamento do Ensino do Primeiro e Segundo
Graus e de Princípios e Métodos de Administração Escolar da Faculdade de
Educação da Universidade Federal de Sergipe.
Uma grande satisfação do professor José Leite: Acompanhar a vida dos
ex-alunos. Três dos meus ex-alunos foram governadores do Estado; outros foram
senadores, deputados, no comércio, na função pública.
José Rollemberg fala sobre sua entrada na vida pública. Estava
completamente fora de política quando houve a mudança da situação em Sergipe.
Saiu o governador Eronildes e entrou o capitão Mílton Azevedo, representando a
corrente do general Maynard. Para minha surpresa, ele chegou num dia e, no dia
seguinte, eu recebi um chamado. Nunca tinha ido ao Palácio. Ele não me conhecia
e também não o conhecia. Disse-me que, por referência, achava que eu deveria
ser o diretor de Educação. Naquele tempo, chamava-se diretor da Instrução.
Aleguei que era apenas um professor. Ele ponderou que eu poderia me adaptar e
aceitei.
Foi no ano de 1941 que entrei na administração pública. Era o diretor
da Instrução e era, ao mesmo tempo, diretor da Escola Normal, com o gabinete na
Escola Normal Rui Barbosa. Isso foi em julho. Em dezembro, Mílton Azevedo me
chamou e disse: “Estou precisando que você assuma a Diretoria de Obras do
Estado”. Respondi-lhe que estávamos em festas e que era melhor deixar passar
esse período. No dia 2 de janeiro de 1942, fui até o Departamento de Obras que
acumulava Obras e Estradas e assumi, sem solenidade, e passei a trabalhar como
diretor da Educação e diretor de Obras. Saiu Mílton Azevedo e chegou Maynard.
Ele não alterou minha situação, reuniu os auxiliares do Mílton e disse que
aguardássemos nos cargos uma solução definitiva. No dia seguinte, chamou-me e
pediu que permanecesse como estava. Tenho muito orgulho de ter servido tanto no
governo de Mílton como no de Maynard. Quando Maynard deixou o governo, eu fui
trabalhar no Senai. Quem instalou o Senai fui eu.
José Rollemberg Leite recebeu a comunicação do presidente em exercício
do PSD, Dr. Gervásio Prata, anunciando seu nome para concorrer ao governo do
Estado numa coligação do PSD com o PR. Aceitou e foi disputar o cargo, fazendo
frente a Luiz Garcia da UDN.
Foi uma eleição muito disputada. Nessa eleição, o General Maynard
também foi candidato a senador. Ele, como membro do Tribunal de Segurança
Nacional, havia condenado Luís Carlos Prestes. A essa altura, Prestes estava
anistiado e veio a Sergipe, contra Maynard e contra mim conseqüentemente, e fez
um dos maiores comícios de Sergipe na Praça Fausto Cardoso. Contou a versão
dele sobre o fato que o levou à condenação, o que provocou, oito dias depois, a
resposta de Maynard. Foi um comício espetacular. Agitou muito a opinião
pública. Por outro lado, o apoio dos comunistas a Luiz Garcia movimentou a ala
católica que passou a apoiar ostensivamente o meu nome, através da Liga
Eleitoral Católica. Movimentou a opinião pública, na ocasião, mas desapareceu
logo depois. Não se firmou como corrente política.
Sobre a leitura de um manifesto da Igreja a favor de sua candidatura
feita em latim durante a missa do domingo em Laranjeiras pelo vigário da
cidade. O padre de Laranjeiras leu o comunicado do bispo em latim. O padre era
udenista.
José Rollemberg tem uma opinião sobre os homens públicos. Havia muito
respeito entre os homens públicos antigamente. Divergiam politicamente, mas,
pessoalmente, se respeitavam muito. De modo que nunca houve rompimento de
relações. Por exemplo, o Dr. Leandro Maciel, que tradicionalmente era
adversário de Leite Neto e nosso, mantinha boas relações tanto com Leite Neto
como conosco.
Falando sobre a primeira campanha, ele disse: era uma campanha
difícil, pois, naquele tempo, os meios de comunicação eram poucos. Lembro-me
que a margem do São Francisco tinha de ser visitada de canoa. O interior de
Sergipe era visitado de jeep ou a cavalo. Hoje as campanhas políticas são
feitas com facilidade. A pessoa sai de manhã e volta para dormir em casa.
Antigamente, nós passávamos dias e dias no interior. Nosso primeiro comício foi
na cidade de Gararu, marcando o início da campanha. Foi numa feira. Nunca tinha
feito comício. Lembro-me do Dr. Marcos Ferreira que nos acompanhava, fazendo o
discurso e o sujeito vendendo feijão diante dele, tranqüilamente. Fiquei
decepcionado. Era em cima de qualquer banco.
Aprendeu a habilidade política com o irmão Leite Neto. Ele era muito
hábil, mas eu não o sou. Ele não brigava. Quando encontrava dificuldades,
procurava contorná-las. Não sei se sou muito diplomata. Mas aprendi muita coisa
com ele. Ele era um bom político. Um bom irmão, bom pai de família.
Do ano de 1947 a 1951, José Rollemberg Leite, eleito pelo povo,
governou Sergipe, dando prioridade à educação. Em seu governo, foi construído o
atual prédio do Atheneu. O prédio do Atheneu, que funcionava onde hoje é a
Secretaria de Educação, estava insuficiente para as necessidades escolares. Já
no governo do Maynard, havia uma preocupação de se fazer um outro prédio. Eu
era diretor de Obras do Maynard e estava por dentro do problema. Inclusive,
como diretor de Obras, eu era responsável pela elaboração dos projetos. Nessa
ocasião, foi feito o projeto do Colégio Estadual de Sergipe.
Fui ao Rio de Janeiro, contratei um arquiteto, mas o Maynard não pôde
fazer a obra. Quando fui para o governo, pedi ao Departamento de Obras o
projeto, e este não existia mais. Como eu tinha guardado em casa uma cópia. Foi
um projeto que previa ampliações. Eu fiz a parte inicial, dois pavilhões.
Arnaldo Garcez fez o auditório, e Lourival Baptista fez outro pavilhão.
Do tempo de Maynard, José Rollemberg Leite marcou sua passagem como
diretor de Obras, abrindo muitas estradas pelo interior sergipano. Prosseguiu o
trabalho em seu próprio governo. Mas, foi no campo da educação que deixou a
grande marca.
Só em colaboração com o Ministério da Educação, nós fizemos cerca de
duzentos e cinqüenta Escolas Rurais no interior. Eram escolas que tinham a sala
de aula, uma área coberta para recreio e a residência da professora no mesmo
pavilhão. Dedicamo-nos muito a essa parte porque, como diretor de Educação, eu
ficava horrorizado com a situação em que as escolas funcionavam no interior, em
casas precárias, adaptadas para o ensino.
Foi no governo José Leite que surgiu o ensino superior em Sergipe. Fizemos
a Escola de Química e de Economia. Quando saímos do governo, já existiam quatro
escolas superiores no Estado. A escola de Filosofia, Dom Luciano nos procurou e
ajudou com recursos financeiros. Para a Faculdade de Direito, o governo deu o
prédio.
Quando assumiu o governo, encontrou Aracaju sem água e sem luz. A luz
era racionada. Cada dia, uma zona da cidade tinha energia e água faltava, pois
as bombas dependiam de energia. Primeiro, resolvemos o problema de água e, com
a luz, montamos uma nova usina que funcionou até vir a CHESF. Isso levou o
dinheiro que tínhamos para investirmos e sobrou pouca coisa para as construções
sobre as quais falamos.
Foi para o governo pela segunda vez, por indicação presidencial e
aprovação, sem contestação da Assembléia Legislativa. Petrônio Portela foi
encarregado pelo presidente da República para fazer uma sondagem nos Estados.
Quando chegou aqui, encontrou uma divergência tremenda. O grupo de Lourival
estava, naquela ocasião, rompido com o grupo Franco e com o grupo Sobral. Eu,
como presidente da ARENA, servi de algodão, arrumando as coisas para Petrônio
Portela. Esses grupos indicaram onze nomes, e Petrônio levou a lista.
Antes de ir, Petrônio Portela disse que daria resposta através do
presidente do partido. De modo que esta sala vivia cheia de pessoas
interessadas na resposta, entendeu? Até que um dia, fui chamado ao telefone
pelo Raimundo Diniz, um ex-aluno meu e que continuava me chamando de professor.
Ele era deputado e me disse que tudo estava resolvido. Daí eu perguntei quem
era. Ele respondeu: ‘Está falando’. Entendi que era ele, pois era amicíssimo de
Petrônio e dei os parabéns. Nisso, entrou o Godofredo Diniz a quem o Raimundo
já tinha comunicado e me disse que o candidato escolhido era eu. Eu precisava
testar isso. Petrônio, quando eu fui senador, brincava muito comigo e me
chamava de “Silêncio Profícuo”, pois dizia ele que ficavam os políticos de
Sergipe conversando e eu escutando. Petrônio, ao telefone, pilheriou comigo com
o negócio de “Silêncio Profícuo”, convocou-me para Brasília e não disse para
ninguém. Só quem estava sabendo em Sergipe era Godofredo e eu. Quando ele
tornou público minha indicação, o pessoal então ficou sabendo que não era
nenhum dos onze.
No seu segundo governo, construiu a atual Estação Rodoviária de
Aracaju, o Palácio da Justiça, abriu muitas estradas, agora com asfalto e, na
educação, o seu primeiro ano de administração foi dedicado à recuperação da
rede física do ensino. Aliás, foi apenas dos prédios públicos. Passou um ano
recuperando apenas o que estava danificado.
Falando sobre João Alves, ele diz: não fui um grande padrinho para
ele. Ele é que foi um grande auxiliar. Eu conhecia pouco João Alves. Conhecia
bem o pai dele que foi meu companheiro quando eu trabalhava no Departamento de
Obras Públicas. Ele ali trabalhava e se revelou uma pessoa muito capaz, o velho
João Alves. Depois o perdemos de vista. O João Alves Filho era construtor. Eu
apreciei muito uma exposição que ele fez num curso da ADESG sobre problemas de
Aracaju e eu fiquei com aquilo. Quando houve oportunidade, encontrei-me com ele
numa obra em que ele acabara de construir: a Maternidade do Dr. Hugo Gurgel.
Fiz o convite para ir em minha casa. Ele apareceu aqui, aceitou a prefeitura,
se dedicou e foi o sucesso que todos nós sabemos. Convidei João Alves Filho
para ser meu auxiliar no governo no cargo de prefeito da capital. Ele tomou
gosto pela política depois.
Sua rotina é a seguinte: Acordo às cinco horas. Dou uma hora de
caminhada por aqui mesmo. Vou à fazenda duas vezes por semana. É aqui perto.
Uma em Socorro, e a outra em Laranjeiras. Não tenho o mesmo gosto que tinha
antes. Vou sempre à missa, pois sou católico, graças a Deus. As coisas
marcantes da vida são coisas de família mesmo e, na vida de estudante, dois momentos:
a entrada e a saída da escola. Dos cargos públicos, a gente não tem saudades.
Dos títulos, o que marcou mais foi o de professor. Tenho a grande satisfação de
ter servido a uma série de cargos públicos.
Assim é José Rollemberg Leite, uma das mais dedicadas figuras da
história política de Sergipe. Senador em 1965 e 1971; governador de 1937 a 1951
e em 1975; e Secretário de Transportes Obras e Energia de 1984 a 1988.
Participou de diversos colegiados: Conselheiro do Conselho de Administração da
Escola Técnica Federal de Sergipe; Conselheiro do Conselho Rodoviário de
Sergipe; Conselheiro do Conselho de Educação do Estado de Sergipe; Conselheiro
do Conselho Superior da Universidade Federal de Sergipe e Conselheiro do
Conselho de Administração da Cohab, Deso, Prodese e Hospitase no quadriênio
1988 - 1991.
Foi condecorado pela Ordem do Mérito Aeronáutico e chegou a fazer
publicações como “A Natureza da Luz”, “Agro-indústria do Açúcar no Nordeste”,
“Xisto Pirobetuminoso”, “Siderurgia no Brasil” e “O Brasil e a Energia
Nuclear”.
No dia 15 de julho de 1939, casou com D. Maria de Lourdes Silveira
Leite. Do casal, dois filhos: Libório Silveira Leite e Eduardo Silveira Leite.
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