Coronel Francisco Leite
Agricultor e Político (pág.91 a 93)
Além da sua riqueza industrial, o município de Riachuelo cultivou ao longo de sua história uma outra riqueza, não menos expressiva, qual seja, a riqueza política. Na linhagem da família "Leite", reside a maior expressão para a habilidade do comando e a articulação na esfera política. Nomes ilustres como Franncisco Rabello Leite, José Rollemberg Leite, Francisco Leite Neto, Júlio César Leite, Auusto César Leite e Francisco Leite Filho pontilharam a história política local, estadual e nacional, exercendo cargos de prefeito, deputado estadual e federal. Biografias enriquecedoras, exemplos da mais elevada cidadania.
Filhos de outras linhagens somaram-se aos "Leite" e consubstanciaram o brilho da constelação política riachuelense. Falamos ddddde Paulo Barreto de Menezes, Manoel Prado Vasconcelos, Pascoal Nabuco D'Ávila e José Garcez Vieira.
Riachuelo foi, sem dúvida alguma, uma fonte para a vida política estadual e nacional.
CORONEL FRANCISCO RABELLO LEITE
Agricultor e Político
No aspecto da riqueza política, será tomado como ponto de partida o ilustre nome d Coronel Francisco Rabello Leite, ou o "velho Leite", como era conhecido e chamado, filho do Coronel Francisco Rabello Leite e Maria Izabel leite, nascido no dia 22 de janeiro de 1856, em São Cristóvão (SE).
Segundo Dantas (1980, p.31), "os Rabellos Leites fixaram-se no engenho Tartaruga, de Laranjeiras, vindo de Penedo". É bom lembrar que, à época, Riachuelo pertencia a Laranjeiras e foi no engenho Tartaruga que ocorreu o lamentável crime, de repercussão nacional, que vitimou o capitão Gonçalo Rabello Leite, avô de Francisco Rabello Leite. O crime ocorreu no início de agosto de 1852. Doze homens da família Cavalcanti, oriundos de Pernambuco, mas residentes em Sergipe, na cidade de Itabaiana, cercaram a casa-grande do Engenho, invadiram a residência,e, de forma impiedosa, assassinaram o capitão Gonçalo. Relata-se que o crime foi motivado por vingança, pois atribui-se ao capitão Gonçalo Rabello Leite a morte, em Sergipe, de um dos familiares dos assassinos.
Casou-se pela primeira vez com Maria de Faro Rollemberg e desse consórcio nasceram Maria Izabel, Sílvio e Márcia. O segundo casamento do "velho Leite" foi com Maria Virgínia Acioli Leite, do qual nasceram Augusto, Josefina, Júlio, Aurélia, Armando, Francisco, Isaura e Aloísio.
Sua residência inicial foi no Engenho Espírito Santo, do qual foi proprietário, passando a residir, posteriormente, em Riachuelo. Viveu com decência, sem ostentação, cultivando excelentes relações com os vizinhos e moradores da cidade. Sua residência era o ponto de encontro da sociedade local, aos sábados e domingos, com as cadeiras espalhadas pela calçada, por falta de espaço na sala de visitas; as conversas eram as mais variadas, desde a lavoura canavieira , que era o assunto predominante, até problemas internacionais, que eram trazidos por seus filhos e netos que voltavam, em gozo de férias, dos lugares onde estudavam.
Apesar de não possuir formação acadêmica, investiu na formação de seus filhos, os quais foram enviados aos grandes centros do país e se formaram em áreas diversas tais como Medicina, Sílvio e Augusto; Direito, Júlio; Engenharia, Armando e Agronomia, Aloísio.
O Coronel Francisco Leite era político moderado e, como tal, nunca exercia comando de grupo, mantendo relações cordiais e respeitosas com os chefes e participantes das diversas correntes rivais. Exerceu o cargo de Delegado de Polícia, e o de Intendente Municipal. Na política estadual, apoiava fielmente o General Valadão, que foi Presidente e Senador de Sergipe. No dia 11 de junho de 1935, emprestou seu nome à Escola Estadual Francisco leite e no dia 1º de setembro do mesmo ano, faleceu vitimado por um ataque cardíaco, com 79 anos de idade.
Agricultor e Político (pág.91 a 93)
Além da sua riqueza industrial, o município de Riachuelo cultivou ao longo de sua história uma outra riqueza, não menos expressiva, qual seja, a riqueza política. Na linhagem da família "Leite", reside a maior expressão para a habilidade do comando e a articulação na esfera política. Nomes ilustres como Franncisco Rabello Leite, José Rollemberg Leite, Francisco Leite Neto, Júlio César Leite, Auusto César Leite e Francisco Leite Filho pontilharam a história política local, estadual e nacional, exercendo cargos de prefeito, deputado estadual e federal. Biografias enriquecedoras, exemplos da mais elevada cidadania.
Filhos de outras linhagens somaram-se aos "Leite" e consubstanciaram o brilho da constelação política riachuelense. Falamos ddddde Paulo Barreto de Menezes, Manoel Prado Vasconcelos, Pascoal Nabuco D'Ávila e José Garcez Vieira.Riachuelo foi, sem dúvida alguma, uma fonte para a vida política estadual e nacional.
CORONEL FRANCISCO RABELLO LEITE
Agricultor e Político
No aspecto da riqueza política, será tomado como ponto de partida o ilustre nome d Coronel Francisco Rabello Leite, ou o "velho Leite", como era conhecido e chamado, filho do Coronel Francisco Rabello Leite e Maria Izabel leite, nascido no dia 22 de janeiro de 1856, em São Cristóvão (SE).
Segundo Dantas (1980, p.31), "os Rabellos Leites fixaram-se no engenho Tartaruga, de Laranjeiras, vindo de Penedo". É bom lembrar que, à época, Riachuelo pertencia a Laranjeiras e foi no engenho Tartaruga que ocorreu o lamentável crime, de repercussão nacional, que vitimou o capitão Gonçalo Rabello Leite, avô de Francisco Rabello Leite. O crime ocorreu no início de agosto de 1852. Doze homens da família Cavalcanti, oriundos de Pernambuco, mas residentes em Sergipe, na cidade de Itabaiana, cercaram a casa-grande do Engenho, invadiram a residência,e, de forma impiedosa, assassinaram o capitão Gonçalo. Relata-se que o crime foi motivado por vingança, pois atribui-se ao capitão Gonçalo Rabello Leite a morte, em Sergipe, de um dos familiares dos assassinos.
Casou-se pela primeira vez com Maria de Faro Rollemberg e desse consórcio nasceram Maria Izabel, Sílvio e Márcia. O segundo casamento do "velho Leite" foi com Maria Virgínia Acioli Leite, do qual nasceram Augusto, Josefina, Júlio, Aurélia, Armando, Francisco, Isaura e Aloísio.
Sua residência inicial foi no Engenho Espírito Santo, do qual foi proprietário, passando a residir, posteriormente, em Riachuelo. Viveu com decência, sem ostentação, cultivando excelentes relações com os vizinhos e moradores da cidade. Sua residência era o ponto de encontro da sociedade local, aos sábados e domingos, com as cadeiras espalhadas pela calçada, por falta de espaço na sala de visitas; as conversas eram as mais variadas, desde a lavoura canavieira , que era o assunto predominante, até problemas internacionais, que eram trazidos por seus filhos e netos que voltavam, em gozo de férias, dos lugares onde estudavam.
Apesar de não possuir formação acadêmica, investiu na formação de seus filhos, os quais foram enviados aos grandes centros do país e se formaram em áreas diversas tais como Medicina, Sílvio e Augusto; Direito, Júlio; Engenharia, Armando e Agronomia, Aloísio.
O Coronel Francisco Leite era político moderado e, como tal, nunca exercia comando de grupo, mantendo relações cordiais e respeitosas com os chefes e participantes das diversas correntes rivais. Exerceu o cargo de Delegado de Polícia, e o de Intendente Municipal. Na política estadual, apoiava fielmente o General Valadão, que foi Presidente e Senador de Sergipe. No dia 11 de junho de 1935, emprestou seu nome à Escola Estadual Francisco leite e no dia 1º de setembro do mesmo ano, faleceu vitimado por um ataque cardíaco, com 79 anos de idade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário