Riachuelo (Sergipe)
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Aniversário 31 de março
141 Anos
Fundação 1874
Gentílico riachuelense
Padroeiro(a) Nossa Senhora
da Conceição
Prefeito(a) Cândida
Leite[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Riachuelo está localizado em: Brasil
Riachuelo
Localização de Riachuelo no Brasil
10° 43' 40" S 37° 11' 13" O
Unidade federativa
Sergipe
Mesorregião Leste Sergipano
IBGE/2008[2]
Microrregião Baixo
Cotinguiba IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Laranjeiras,
Divina Pastora, Santa Rosa de Lima e Areia Branca.
Distância até a capital 23 km
Características geográficas
Área 78 km² [3]
População 9 351 hab.
IBGE/2010[4]
Densidade 119,88
hab./km²
Altitude 37 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,617 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 110 495,309 mil
IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 11 793,71
IBGE/2008[6]
Página oficial
Riachuelo é um município brasileiro do estado de Sergipe. Localiza-se
a uma latitude 10º43'42" sul e a uma longitude 37º11'14" oeste,
estando a uma altitude de 37 metros. Sua população estimada em 2004 era de 8
740 habitantes. Possui uma área de 150,64 km².
História[editar | editar código-fonte]
Riachuelo possui cerca de 78 km², tamanho semelhante à ilha britânica
de Guernsey.
Existem duas versões para o nome Riachuelo. A primeira é que o povoado
estava localizado entre três rios. São os rios Sergipe, Cotinguiba e
Jacarecica, formando assim um elo, portanto, Riachuelo. A outra versão e mais
aceita é em homenagem a batalha decisiva da guerra do Paraguai vencida pelo
Almirante Barroso chamado Batalha naval do Riachuelo.
O município era conhecida como PINTOS em função da influência do
engenho do português Mesquita Pìnto? A família dos Pintos chegara na região por
volta de 1590.
Foi um município rico e tinha grande importância no cenário
nordestino. Por estar localizado entre os rios Sergipe, Cotinguiba e Jacarecica,
os Pintos se tornou grande produtor de açúcar, algodão e gado.
Devido ao grande crescimento econômico, principalmente pelo cultivo da
cana, em 6 de maio de 1872, o povoado Pintos é transformado em Freguesia de
Nossa Senhora da Conceição do Riachuelo e dois anos depois seria transformada
em Vila de Riachuelo e deixando assim de pertencer ao município de Laranjeiras.
Nesta época seu poder econômico superou Maruim e Laranjeiras, vivendo assim uma
grande fase na indústria açucareira.
Com a implantação da República, a Vila passa a ser cidade e vive seus
momentos áureos até o início do século passado. Devido a facilidade dos portos
e a chegada das ferrovias em Aracaju, Riachuelo, Maruim e Laranjeiras começam a
entrar em declínio tornando-se assim um município decadente, pobre e esquecido.
Em função disso, no censo de 1950 a população de Riachuelo tinha em torno de 8
mil habitantes, e depois de cinquenta anos a população continuava a mesma. .
O município já foi o maior produtor de açúcar cristal, tecido e aguardente
de Sergipe, e chegou a possuir triste locomotivas para o transporte da cana de
açúcar, além de ter possuído ferrovias, era dotada de boa malha viária e
transporte através dos rios. Chegou a ter também uma grande produção de farinha
de mandioca. Segundo dados oficiais as usinas e pequenas fábricas chegaram e
empregar mais de mil trabalhadores.
Riachuelo também teve um comércio influente no estado, em função da
cana. Os armazéns de secos e molhados eram bastante sortidos e considerado os
melhores da região do Cotinguiba e que apesar da riqueza não possuía uma
estrutura arquitetônica muito boa e o calçamento das ruas eram irregulares. Foi
a terceiro município a ser eletrificada pela Companhia Hidroelétrica do São
Francisco e por isso possuía um excelente Cine-Teatro Municipal.
O município sempre teve o Hospital de Caridade de Riachuelo,
mantido por associação beneficente que também mantinha a maternidade Dr. Silvio
César Leite. O abrigo de Menores Antônio Leite que cuidava de menores, foi uma
instituição marcante no município.
Riachuelo também teve um passado de glória no futebol com o Riachuelo
Futebol Clube e foi campeão invicto e absoluto do estado de Sergipe em 1941,
título jamais alcançado por outra agremiação.
No dia 8 de dezembro é comemorado a festa da padroeira Nossa Senhora
da Conceição. Outras festas comemorativas são Bom Jesus dos Navegantes por
conta da influência dos rios para o município, e a de São Benedito por
influência da grande população negra que trabalhava na cana de açúcar.
Riachuelo teve grandes filhos ilustres e saíram de lá governadores
como José Rollemberg Leite e Paulo Barrete de Manezes, senadores, deputados
federais e estaduais, juristas, médicos como Adolfo Rabelo Leite e poetas, como
José Santo Souza mais conhecido como Santo Souza.
Patrimônio cultural[editar | editar código-fonte]
O Município de Riachuelo possui um monumento tombado em nível federal,
ou seja pelo IPHAN[7] desde 23 de março de 1943. Trata-se da capela de Nossa
Senhora da Conceição do Antigo Engenho da Penha, localizado na zona rural.
Não se sabe a data da construção do engenho e capela, mas se presume
que nos últimos anos do século XVIII. Alguns autores atribuem a data de sua
construção a 1795.[8]
Possui duas torres sineiras, frontão com volutas e óculo central. A
portas e janelas almofadadas possuem verga em arco abatido sob ornatos com
volutas. A escadaria de acesso à igreja foi construída com tijolos e facão. O
altar-mor é bastante trabalhado com colunas salomônicas, dossel, lambrequins,
torno e maquineta, e sacrário. Seu estilo é o da talha neoclássica baiana
(meados do século XIX).
Apesar do seu grande valor histórico e artístico o monumento está a
longos anos abandonado e em precário estado de conservação. E lembramos que o
atual proprietário das terras e conseqüentemente da capela tombada é o Governo
do Estado de Sergipe, que de acordo com a constituição estadual deveria
proteger e zelar pelo Patrimônio Cultural Sergipano (e neste caso também
nacional).
Ao percorrermos a estrada que liga a Capela da Penha à sede municipal,
também passamos por uma ruína de uma outra capela rural, a chamada
"Santana", com características estilísticas do século XVIII ou início
do XIX.
O município também possui outros bens de valor histórico como
casas-grandes, engenhos e chaminés de antigas fazendas produtoras de
cana-de-açúcar.
Referências
Ir para cima ↑ Prefeito eleitos no Sergipe. Página visitada em
22/01/2013.
↑ Ir para: a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do
Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008.
Ir para cima ↑ IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial».
Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010.
Ir para cima ↑ «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010.
Consultado em 11 de dezembro de 2010.
Ir para cima ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do
Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013.
↑ Ir para: a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008».
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010.
Ir para cima ↑ Site: Arquivo Noronha Santos - IPHAN:
http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm Acerssado em 31 de julho de 2008
Ir para cima ↑ LOUREIRO, KÁTIA A. S. Arquitetura Sergipana do Açúcar.
Unit. Aracaju, 1999.
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